terça-feira, 13 de outubro de 2020

6º ano C -16/10/2020


EMEF- DOMADORA LIZETE DE OLIVEIRA FARIAS

 

DATA:____/___/___

DISCIPLINA: L. Portuguesa

 TURMA:____     TURNO: ______

PROFESSORA:

ALUNO (A):_______________________________________________________

ATIVIDADE DE L. PORTUGUESA







Aula de hoje: Metáfora e comparação 

Assista à videoaula: https://youtu.be/-F7oiycTjt4

RESUMINDO: 



Atividade 

1. Nas orações abaixo, temos METÁFORAS e COMPARAÇÕES, classifique cada uma delas:


a) Esta sala de aula está um forno.

b) Quando acordo e não tomo meu café da manhã fico igual a uma onça!

c) Seus olhos são rubis.


d) Fábio é mais velho do que Plínio.

e) O livro é tal qual uma ponte para o infinito.

f) Eu vivia como um indigente.







Semana 24 - 2º ano - Ensino Médio -UE Prof. Tomaz de Arêa Leão Filho

 ATIVIDADES PARA A SEMANA 24 


ATIVIDADE 1: LITERATURA (TERÇA-FEIRA, 13/10) 


Responda a questão da seção Palavras na Lupa (pág. 153).
_____________________________________________________


ATIVIDADE 2: GRAMÁTICA (QUARTA-FEIRA, 14/10) 

Clique aqui e assista à videoaula: https://www.youtube.com/watch?v=ETEwFggweQ0

Leia a tirinha de Calvin e Haroldo (pág. 256) e responda as questões da mesma página sobre ela.

_______________________________________________________

ATIVIDADE 3: PRODUÇÃO TEXTUAL- (QUINTA-FEIRA, 15/10) 

Após ler o conto A carteira de Machado de Assis (336).



1) Em sua opinião, qual seria o principal fator que poderia levar alguém a endividar-se mesmo estando trabalhando?

2) Segundo o texto, “A dívida não parece grande para um homem da posição de Honório, que advoga...” Por que então, este se encontra em “apuros” financeiro?

3) “... mas todas as quantias são grandes ou pequenas, segundo as 16 circunstâncias”. Comente esta fala do narrador do texto.

4) Administrar com bom senso o que se ganha é importante? Comente.


5) O que você sugeriria a um amigo, caso o visse a endividar-se por conta de excesso de coisas banais: empréstimo ou outra alternativa? Qual?

Semana 24 - 3º ano - Ensino Médio -UE Prof. Tomaz de Arêa Leão Filho

 ATIVIDADES PARA A SEMANA 24 


ATIVIDADE 1: LITERATURA (TERÇA-FEIRA, 13/10) 

Releia o conto Carmela de Alcântara Machado (pág. 11 até 121) para responder a segunda parte da atividade. 

Se precisar, releia o conto ou assista ao vídeo:

Agora você responderá as questões de 6 a 10 (pág. 122).
____________________________________

ATIVIDADE 2: GRAMÁTICA (QUARTA-FEIRA, 14/10)

 

Assista à videoaula: https://www.youtube.com/watch?v=pdhlVAbT0Iw

Hoje iniciaremos o conteúdo de Período composto por coordenação. Abra seu livro e analise o cartaz sobre o trabalho escravo (pág. 248). Responda as questões de 1 a 6 (pág. 249).

 

ATIVIDADE 3: PRODUÇÃO TEXTUAL- (QUINTA-FEIRA, 15/10)

Continuaremos estudando as competências cobradas na redação do ENEM.

COMPETÊNCIA 5

                        COMPETÊNCIA 5: a prova de redação exige a elaboração de uma proposta de intervenção para o problema abordado que respeite os direitos humanos. Nesse sentido, é preciso que a tese apontada inicialmente traga uma problematização do tema, que ao longo do texto seja ampliada pelos argumentos. Na proposta de intervenção, o aluno deve apontar medida(s) coerente(s) com aquilo que foi discutido em sua argumentação. É necessário sinalizar uma ação concreta, isto é: o que fazer, como fazer, quem deve ser o agente, de onde sairão os recursos para viabilizar a proposta e quais os efeitos que se espera da ação.

Semana 24 - 1º ano - Ensino Médio -UE Prof. Tomaz de Arêa Leão Filho

ATIVIDADES PARA A SEMANA 24 

ATIVIDADE 1: LITERATURA (TERÇA-FEIRA, 13/10) 

Leia o poema concretista de Aníbal Machado (pág. 161). 




Responda a atividade relacionada a ele (pág. 161 e 162 – questões de 1 a 6).
_________________________________________


ATIVIDADE 2: GRAMÁTICA (QUARTA-FEIRA, 14/10) 
Leitura da seção Panorama - Classificação de numerais (pág. 264).

Clique aqui para assistir à videoaula: https://www.youtube.com/watch?v=pw-o1-VW6K4



Responda a atividade a seguir:

1-(CRECI) Analise os dados a seguir:

I – O artigo, definido ou indefinido, exerce na oração a função sintática de adjunto adnominal.

II – O numeral tem mais de uma função sintática. Para saber qual é ela, precisamos observar se na oração, seu papel é de adjetivo ou substantivo. No primeiro caso, o numeral assume a função sintática de adjunto adnominal; no segundo caso, ele desempenha uma função sintática própria do substantivo, ou seja, de núcleo de um sujeito, de um objeto direto, de um objeto indireto, etc.

III – O numeral pode referir-se a um substantivo ou substituí-lo; no primeiro caso, é numeral adjetivo; no segundo, numeral substantivo.

IV – Os numerais classificam-se em: cardinais: (indicam série, ordem, posição); ordinais: (designam uma quantidade de seres); multiplicativos: (expressam aumento proporcional a um múltiplo da unidade); fracionários: (denotam diminuição proporcional a divisões da unidade).

Estão corretas as afirmações feitas em:

a) Apenas II, III e IV.

b) Apenas I, III e IV.

c) Apenas I, II e III.

d) I, II, III e IV

2-(Consel) Indique a frase correta referente a utilização do numeral:

a) primeiro de janeiro.

b) um mil reais.

c) 3ª festa da uva.

d) século I (século um).

3-(RBO) Na frase: Mãe e filha procuravam emprego e, agora, ambas, já estão trabalhando.

A palavra destacada corresponde a:

a) Artigo definido

b) Artigo indefinido

c) Numeral cardinal

d) Numeral multiplicativo

4-(IBGE)

Leia o texto a seguir e responda ao que se pede.

Texto 1 

Água

A água é um recurso natural abundante essencial para a existência de vida na Terra. O planeta Terra é constituído por uma extensa massa de água, correspondendo ao que conhecemos como hidrosfera. Além de estar presente na composição do planeta, a água também compõe parte do nosso corpo, permitindo-nos pensar que falar de água é falar de sobrevivência. Essa substância é utilizada em atividades essenciais ao ser humano, como a produção agrícola, e também usada como solvente universal.

A água era considerada um recurso inesgotável. Contudo, desde que foi considerado um símbolo de riqueza, por ter sido transformada em uma mercadoria, passou também a ser sinônimo de conflito. O mau uso, o desperdício, sua distribuição, bem como sua ocorrência são responsáveis por criar conflitos em diversas regiões do mundo. A preocupação com a disponibilidade de água é pauta frequente nas discussões ambientais e geopolíticas.

Água no Brasil

O Brasil é um país abundante em recursos hídricos, representando cerca de 12% do total mundial. Contudo, sua distribuição não é uniforme no território. Segundo a Agência Nacional das Águas (ANA), a água doce é distribuída nas regiões brasileiras da seguinte maneira: Região Norte corresponde a 68% dos recursos hídricos; Região Centro-Oeste corresponde a 16% dos recursos hídricos; Região Sul corresponde a 7% dos recursos hídricos; Região Sudeste corresponde a 6% dos recursos hídricos e Região Nordeste corresponde a 3% dos recursos hídricos.

Quanto à Distribuição de água no Brasil, há um contraste visível em relação à distribuição populacional. A Região Norte, que detém o maior volume de água doce do país, é a região com menor densidade demográfica, ou seja, é uma das regiões menos povoadas, contando com apenas 7% da população. Já a Região Sudeste, a mais povoada do país com cerca de 42,63% da população, conta com apenas 6% da disponibilidade de recursos hídricos.

No que tange ao desperdício de água, o Brasil, segundo o Ministério do Meio Ambiente, desperdiça entre 20% a 60% da água destinada ao consumo ao longo da distribuição. Os hábitos dos brasileiros também não favorecem a economia de água, já que boa parte dessa substância é desperdiçada seja em uso pessoal ou atividades de limpeza.

(Texto adaptado de https://brasilescola.uol.com.br/geografia/agua.htm, acesso em janeiro de 2020).

Texto 2


Planeta Água

Água que nasce na fonte serena do mundo

E que abre um profundo grotão

Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão

Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão

Águas que banham aldeias e matam a sede da população

Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão

E depois dormem tranquilas no leito dos lagos, no leito dos lagos

Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d’água é misteriosa canção

Água que o sol evapora, pro céu vai embora, virar nuvem de algodão

Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação

Gotas de água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação

Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão

E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra

Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água

Água que nasce na fonte serena do mundo

E que abre um profundo grotão

Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão

Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão

Águas que banham aldeias e matam a sede da população

Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão

E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra

Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água

Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra planeta água.

Guilherme Arantes

(Fonte: https://www.letras.mus.br/guilherme-arantes/46315/, acesso em janeiro de 2020.)

No fragmento: “No que tange ao desperdício de água, o Brasil, segundo o Ministério do Meio Ambiente, desperdiça entre 20% a 60% da água destinada ao consumo ao longo da distribuição.” A palavra destacada é classificada como:

a) numeral.

b) artigo.

c) conjunção.

d) verbo.

e) pronome.

5-(VUNESP)

Bom exemplo na saúde 

Os bons resultados que estão sendo obtidos por programa de parceria entre hospitais privados de ponta e hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) para reduzir a infecção hospitalar nestes últimos, como mostra reportagem do Estado, são um exemplo de que é possível melhorar o atendimento na rede pública com medidas simples e de custo relativamente baixo.

Em um ano, o treinamento que profissionais de 119 unidades da rede pública de 25 Estados recebem em cinco hospitais privados de ponta já levou a uma redução de 23% das ocorrências de infecção hospitalar em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de três tipos principais: na corrente sanguínea, no trato urinário e na pneumonia associada à ventilação mecânica. Participam do treinamento não apenas médicos e enfermeiros, mas também – e este é um ponto importante – integrantes das diretorias dos hospitais para facilitar a adoção dos procedimentos como rotina.

Os bons resultados do programa, observados em todas as regiões, levaram o Ministério da Saúde a fixar a meta ambiciosa de redução de 50% da infecção hospitalar na rede do SUS até 2020. Isso significará salvar 8500 vidas de pacientes de UTI. O programa também permitirá, segundo estimativa do Ministério, reduzir R$ 1,2 bilhão nos gastos com internação.

Tudo isso sem fazer reformas e obras na rede pública, apenas redesenhando “o processo assistencial com os recursos disponíveis”, como diz a coordenadora-geral da iniciativa, Cláudia Garcia, do Hospital Albert Einstein. Além de fazer muito com poucos recursos, o alvo do programa foi bem escolhido, porque as infecções hospitalares estão entre as principais causas de mortes em serviços de saúde do mundo inteiro, segundo a Organização Mundial da Saúde.

É preciso ter em mente, porém, que não se pode esperar demais de iniciativas desse tipo. Elas são importantes em qualquer circunstância – porque o bom emprego do dinheiro público, para dele sempre tirar o máximo, deve ser uma regra –, mas têm alcance limitado. Constituem um avanço, não mais do que isso.

(Editorial de 09.09.2018. https://opiniao.estadao.com.br. Adaptado)

Analisando-se os numerais empregados no texto, conclui-se que eles

a) constituem dados relevantes e fundamentam a argumentação favorável à iniciativa de parceria entre os sistemas de saúde.

b) são pouco expressivos na argumentação apresentada, considerando-se que não sinalizam para resultados auspiciosos.

c) orientam a argumentação para a ideia de se gastar menos com a saúde, devendo-se usar o dinheiro de forma menos criteriosa.

d) contrariam a ideia de que o país passa para uma crise econômica, já que se gasta muito em uma parceria entre os sistemas de saúde.

e) sinalizam informações da iniciativa sem, contudo, agregar elementos que mostrem se haverá uma redução de custo que a justifique.

 



ATIVIDADE 3: PRODUÇÃO TEXTUAL- (QUINTA-FEIRA, 15/10) 

ATENÇÃO! ESTÁ ATIVIDADE É INDIVIDUAL!

Na página 343, você há uma lista de temas. Escolha um e produza um resumo conforme você estudou sobre o gênero no mês passado.

sábado, 10 de outubro de 2020

Sábado letivo

 

ATIVIDADE 4 (SÁBADO LETIVO): AULA DE LEITURA TEXTO (10/10)

 

Responda ANTES DE LER O TEXTO

1.              Esse título desperta a atenção do leitor? Por quê?

2.              O que ele sugere?

3.              Pelo título, dá para imaginar o assunto da crônica?

4.              Ele insinua de que personagem da crônica irá tratar?

5.              Qual cenário?

 

·    Agora leia a crônica a seguir:

UM   DE BURRO

Machado de Assis

Quinta-feira à tarde, pouco mais de três horas, vi uma coisa tão interessante, que determinei logo de começar por ela esta crônica. Agora, porém, no momento de pegar na pena, receio achar no leitor menor gosto que eu para um espetáculo, que lhe parecerá vulgar, e porventura torpe. Releve a importância; os gostos não são iguais.

Entre a grade do jardim da Praça Quinze de Novembro e o lugar onde era o antigo passadiço, ao pé dos trilhos de bondes, estava um burro deitado. O lugar não era próprio para remanso de burros, donde concluí que não estaria deitado, mas caído. Instantes depois, vimos (eu ia com um amigo), vimos o burro levantar a cabeça e meio corpo. Os ossos furavam-lhe a pele, os olhos meio mortos fechavam-se de quando em quando. O infeliz cabeceava, mais tão frouxamente, que parecia estar próximo do fim.

Diante do animal havia algum capim espalhado e uma lata com água. Logo, não foi abandonado inteiramente; alguma piedade houve no dono ou quem quer que seja que o deixou na praça, com essa última refeição à vista. Não foi pequena ação. Se o autor dela é homem que leia crônicas, e acaso ler esta, receba daqui um aperto de mão. O burro não comeu do capim, nem bebeu da água; estava já para outros capins e outras águas, em campos mais largos e eternos. Meia dúzia de curiosos tinha parado ao pé do animal. Um deles, menino de dez anos, empunhava uma vara, e se não sentia o desejo de dar com ela na anca do burro para espertá-lo, então eu não sei conhecer meninos, porque ele não estava do lado do pescoço, mas justamente do lado da anca. Diga-se a verdade; não o fez – ao menos enquanto ali estive, que foram poucos minutos. Esses poucos minutos, porém, valeram por uma hora ou duas. Se há justiça na Terra valerão por um século, tal foi a descoberta que me pareceu fazer, e aqui deixo recomendada aos estudiosos.

O que me pareceu, é que o burro fazia exame de consciência. Indiferente aos curiosos, como ao capim e à água, tinha no olhar a expressão dos meditativos. Era um trabalho interior e profundo. Este remoque popular: por pensar morreu um burro mostra que o fenômeno foi mal entendido dos que a princípio o viram; o pensamento não é a causa da morte, a morte é que o torna necessário. Quanto à matéria do pensamento, não há dúvidas que é o exame da consciência. Agora, qual foi o exame da consciência daquele burro, é o que presumo ter lido no escasso tempo que ali gastei. Sou outro Champollion, porventura maior; não decifrei palavras escritas, mas ideias íntimas de criatura que não podia exprimi-las verbalmente.

E diria o burro consigo:

“Por mais que vasculhe a consciência, não acho pecado que mereça remorso. Não furtei, não menti, não matei, não caluniei, não ofendi nenhuma pessoa. Em toda a minha vida, se dei três coices, foi o mais, isso mesmo antes haver aprendido maneiras de cidade e de saber o destino do verdadeiro burro, que é apanhar e calar. Quando ao zurro, usei dele como linguagem. Ultimamente é que percebi que me não entendiam, e continuei a zurrar por ser costume velho, não com ideia de agravar ninguém. Nunca dei com homem no chão. Quando passei do tílburi ao bonde, houve algumas vezes homem morto ou pisado na rua, mas a prova de que a culpa não era minha, é que nunca segui o cocheiro na fuga; deixava-me estar aguardando autoridade.”

“Passando à ordem mais elevada de ações, não acho em mim a menor lembrança de haver pensado sequer na perturbação da paz pública. Além de ser a minha índole contrária a arruaças, a própria reflexão me diz que, não havendo nenhuma revolução declarado os direitos do burro, tais direitos não existem. Nenhum golpe de estado foi dado em favor dele; nenhuma coroa os obrigou. Monarquia, democracia, oligarquia, nenhuma forma de governo, teve em conta os interesses da minha espécie. Qualquer que seja o regime, ronca o pau. O pau é a minha instituição um pouco temperada pela teima que é, em resumo, o meu único defeito. Quando não teimava, mordia o freio dando assim um bonito exemplo de submissão e conformidade. Nunca perguntei por sóis nem chuvas; bastava sentir o freguês no tílburi ou o apito do bonde, para sair logo. Até aqui os males que não fiz; vejamos os bens que pratiquei.”

“A mais de uma aventura amorosa terei servido, levando depressa o tílburi e o namorado à casa da namorada – ou simplesmente empacando em lugar onde o moço que ia ao bonde podia mirar a moça que estava na janela. Não poucos devedores terei conduzido para longe de um credor importuno. Ensinei filosofia a muita gente, esta filosofia que consiste na gravidade do porte e na quietação dos sentidos. Quando algum homem, desses que chamam patuscos, queria fazer rir os amigos, fui sempre em auxílio deles, deixando que me dessem tapas e punhadas na cara. Em fim...”

Não percebi o resto, e fui andando, não menos alvoroçado que pesaroso. Contente da descoberta, não podia furtar-me à tristeza de ver que um burro tão bom pensador ia morrer. A consideração, porém, de que todos os burros devem ter os mesmos dotes principais, fez-me ver que os que ficavam não seriam menos exemplares do que esse. Por que se não investigará mais profundamente o moral do burro? Da abelha já se escreveu que é superior ao homem, e da formiga também, coletivamente falando, isto é, que as suas instituições políticas são superiores às nossas, mais racionais. Por que não sucederá o mesmo ao burro, que é maior?

Sexta-feira, passando pela Praça Quinze de Novembro, achei o animal já morto.

                Dois meninos, parados, contemplavam o cadáver, espetáculo repugnante; mas a infância, como a ciência, é curiosa sem asco. De tarde já não havia cadáver nem nada. Assim passam os trabalhos deste mundo. Sem exagerar o mérito do finado, força é dizer que, se ele não inventou a pólvora, também não inventou a dinamite. Já é alguma coisa neste final de século. Requiescat in pace.

 

 

Responda APÓS LER O TEXTO

 

 

1. Qual o foco narrativo do texto lido?

2. Que ideias e emoções foram despertados pela leitura?

3. Para Machado, o burro é metáfora de quem ou de quê?

4. Onde Machado emprego o recurso da prosopopeia?

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

7º ano C e D - 09/10/2020

 Boa tarde, meus queridos!!!

Como estão todos? 
Não deixem de estudar, fazer as atividades com capricho e enviar uma foto nítida dela respondida para o grupo, certo???


Aula de hoje: tipos de narrador e foco narrativo

Assista à videoaula: 


Se não conseguir ver o vídeo, clique aqui: https://www.youtube.com/watch?v=bVeQLpuBpDc


Copiar perguntas e respostas. 
Não precisa copiar o texto!

ATIVIDADE

* Leia o texto abaixo para responder o que se pede: 

O Meu Segredo 

    Ontem, antes de dormir, lembrei de uma história de quando eu era pequeno e a gente morava na casa de minha tia, no subúrbio. Não sei se foram meses ou anos, pareceu um tempo bem comprido. Se não fossem as implicâncias de minhas primas, até que eu teria sido feliz lá, por causa do quintal e do jardim. 

    Quando ficava sozinho, fugia para o fundo do quintal e brincava de uma porção de coisas bacanas: de Tarzan, de explorador, de geólogo – só que naquele tempo eu não sabia que chamava assim. O que eu gostava mais era de subir nas árvores. Um dia, descobri um ninho de bem-te-vi num galho baixo da mangueira. Fiquei todo feliz quando o ninho se encheu de ovos. . . Era o meu segredo. Até me levantava cedo, para olhar o ninho, se os passarinhos tinham nascido. Um dia, as pestes das minhas primas descobriram o meu segredo, e, só de implicância, desmancharam o ninho e quebraram os ovinhos. Perdi a cabeça, com aquela malvadez, tanto mais que elas começaram a zombar, com risonhos e cochichos, e a me provocar. Como a casa era delas, se sentiam mais fortes. Tive vontade de bater, mas a raiva era tanta que era capaz de machucar de verdade. Levei dois dias curtindo minha raiva, quase não comia nem dormia direito, pensando numa vingança, mas não achava nada. De repente me lembrei: elas tinham uma coleção de bonecas de plástico que adoravam, davam banho, vestiam, dava comidinha. Peguei todas as bonecas, levei pro fundo do quintal e botei fogo . . . Nem quero saber o que aconteceu . . . Mas não me arrependi . . . 

(Maria Alice do Nascimento e Sílvia Leuzinger. O diário de Marcos Vinícius.)


    Antes de começar a atividade, observe que este conto é bem simples e fácil de compreender, VOCÊ TAMBÉM PODE SER UM ESCRITOR. BASTA TREINAR!!!


1. No texto “O meu segredo”, o narrador é personagem ou observador? Justifique sua resposta.

 

2. O narrador do texto lembra-se de uma história

a) Quando aconteceu a história?


b) Onde aconteceu?

 

3. Qual o segredo tinha o narrador que dá nome ao conto?


4. Ao descobrirem o segredo do narrador-personagem, o que as suas primas fizeram?


5. O narrador acompanhava atentamente o ninho de bem-te-vi. Que frase do texto informa isso? 

6. O narrador personagem tem uma relação íntima com os outros elementos da narrativa. Sua maneira de contar é fortemente marcada por características subjetivas, emocionais. Cite trecho onde aparecem essas características. 

6º ano - C - 09/10/2020

Boa tarde, meus queridos!!!
Como estão todos? 
Não deixem de estudar, fazer as atividades com capricho e enviar uma foto nítida dela respondida para o grupo, certo???


Aula de hoje: metrificação

    

    Como vimos na aula anterior, Metrificação é a forma utilizada na poética para medição de versos (metro), sendo, portanto, o estudo dessa medida.

    Ela é feita mediante a escansão que consiste na contagem dos sons e dos versos a partir da elevação de ritmo ou tonicidade das palavras. 


Classificação dos Versos


Mediante o número de sílabas poéticas, os versos são classificados da seguinte forma:
Monossílabos - 1 sílaba
Dissílabos - 2 sílabas
Trissílabos - 3 sílabas
Tetrassílabos - 4 sílabas
Pentassílabos (ou Redondilha Menor) - 5 sílabas
Hexassílabos (ou Heróico Quebrado) - 6 sílabas
Heptassílabos (Redondilha Maior) - 7 sílabas
Octossílabos - 8 sílabas
Eneassílabos - 9 sílabas
Decassílabos - 10 sílabas
Hendecassílabos - 11 sílabas
Dodecassílabos - 12 sílabas
Bárbaros - mais do que 12 sílabas



    Hoje você fará uma escansão, por isso ASSISTA AO VÍDEO ABAIXO!!





Se não conseguir assistir, clique aqui: 


Copie e responda a atividade abaixo:

ATIVIDADE 

* Leia o poema a seguir:

Olhar de paixão


Um beijo roubado
Um céu estrelado 
Lua cheia nasceu 
Sol foi-se, morreu

Um abraço apertado 
Os olhos fechados 
Calor vem e aquece 
Uma rosa floresce

Um cheiro no olho 
Que diz: "eu te quero" 
Uma bela canção

Carinho gostoso 
Sorriso sincero 
Olhar de paixão
Fonte: https://www.recantodasletras.com.br/sonetos/1601644

1. Sobre a estrutura do poema, responda:
a) Quantos versos ele possui?

b) Quantas estrofes?

2. Que situação é descrita no poema? 

3. Quais elementos da natureza são citados na primeira estrofe?

4. Analisando o contexto, o que seria a rosa mencionada no trecho "Uma rosa floresce"?

5.  Quanto a metrificação, qual a classificação dos versos do poema?

6. Como vimos, a silaba tônica da última palavra indicará até onde devemos fazer a contagem das sílabas do verso. Destaque (circulando, pintando ou sublinhando) a sílaba tônica da última palavra de cada verso:
Um abraço apertado 
Os olhos fechados 
Calor vem e aquece 
Uma rosa floresce


7. Agora, faça a escansão dos versos a seguir:
   
Um beijo roubado
Um céu estrelado 
Lua cheia nasceu 
Sol foi-se, morreu



Lembre-se de entregar a atividade até as 4h. 

Bom fim de semana a todos e fiquem com Deus!



 

Lapbook Catar (QATAR)

Lapbook: Comidas típicas: Doha tem uma diversidade gastronômica internacional tão grande que pode ser difícil encontrar pratos típicos do Ca...